Putin diz que Moscou evitou agravamento do coronavírus e cogita relaxar isolamento

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Por Andrew Osborn e Anastasia Teterevleva

MOSCOU (Reuters) - O presidente russo, Vladimir Putin, disse nesta quarta-feira que Moscou, o epicentro do surto de coronavírus na Rússia, conseguiu evitar o que chamou de pior das hipóteses da pandemia e que cogita amenizar as medidas rígidas de isolamento dentro de dias.

Conversando com o prefeito da capital russa, Sergei Sobyanin, um aliado, por videoconferência, Putin disse que é óbvio que a situação na cidade de 12,7 milhões de habitantes se estabilizou graças ao que descreveu como medidas oportunas e direcionadas tomadas pelas autoridades.

Agora é hora de Moscou oferecer ajuda médica a um punhado de regiões onde o coronavírus continua avançando, disse Putin, algo que Sobyanin disse que será organizado de imediato.

"A situação em Moscou, como em outras partes do país, realmente está se estabilizando. O número de casos de coronavírus em Moscou caiu pela metade. Mais pessoas estão tendo alta do que sendo internadas nos hospitais", afirmou.

"Está claro que foi possível evitar a pior das hipóteses".

Sobyanin disse a Putin que planeja afrouxar o isolamento da capital a partir de 1º de junho. Os moradores terão permissão de sair às ruas e aos parques para caminhar em certos horários, e lojas que vendem outros produtos além de alimentos podem reabrir, assim como certos serviços, como estabelecimentos de lavagem a seco e oficinas.

Mas ele não disse nada sobre o cancelamento dos passes digitais para pessoas que quiserem usar transporte público ou particular.

Mais cedo nesta quarta-feira, autoridades russas relataram 8.338 infecções novas de coronavírus, o que eleva o total de casos a mais de 370.680, só atrás de Brasil e Estados Unidos. O número oficial total de mortos está em 3.968, uma cifra muito menor do que as de muitos países.

Sobyanin disse que o aumento de casos de coronavírus em Moscou de terça para quarta-feira atingiu a baixa de 2.140. Antes, segundo ele, os aumentos diários de infecções estavam em mais de 6 mil.

Ele ainda disse que o número de pessoas gravemente doentes sendo hospitalizadas e com pneumonia relacionada ao coronavírus diminuiu em 40% na capital desde 12 de maio.

(Reportagem adicional de Gleb Stolyarov e Vladimir Soldatkin)