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Possível vacina contra a Covid-19 pode vir de variação de vacina usada em cãesFoto: Andrew Davis Tucker/UGA

Menos da metade dos norte-americanos pretende tomar uma vacina contra a Covid-19

Pesquisa inédita expõe o perigoso ceticismo contra as imunizações nos EUA; corrente de desinformação levou país ao pior surto de sarampo desde 1992 no ano passado

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Apenas 49% dos norte-americanos planeja tomar a vacina contra a Covid-19 quando ela estiver pronta, a outra metade é cética quanto o assunto, conforme o levantamento feito pelo Centro de Pesquisa de Assuntos Públicos (Norc), ligado à Universidade de Chicago, nos Estados Unidos.

A pesquisa aponta que quando uma vacina contra o coronavírus estiver disponível ao público nos EUA, 49% dizem que planejam ser vacinados, mas 20% dizem que não vão tomar e outros 31% ainda "não têm certeza". Entre todos entrevistados, cerca de 1/3 disse que sequer está preocupado se vai ou não contrair o novo coronavírus.

Seis em cada dez norte-americanos acredita que a vacina contra o novo coronavírus só vai chegar ao mercado em 2021, 17% acham que ela levará maism tempo do que isso para estar disponível, mas 20% está super otimistas e crê na vacina contra a Covid-19 pronta antes do fim deste ano.

Medo dos efeitos colaterais

Entre os 20% dos americanos que afirmam não receber a vacina, a preocupação com os efeitos colaterais é predominantemente o principal motivo para evitar a vacina (70%). Outros 42% acreditam que podem, na verdade, pegar a Covid-19 caso recebam o imunizante.

Ainda segundo a pesquisa, os norte-americanos mais velhos, e aqueles que temem que eles ou alguém em sua casa possam estar infectados com o vírus, estão mais inclinados a topar receber a vacina. Apenas 40% dos entrevistados entre 18 e 59 anos disseram que planejam ser imunizados.

Por outro lado, os negros que vivem nos EUA são mais propensos do que outros grupos raciais e étnicos a dizer que não irão tomá-la quando ela estiver disponível. 

Corrente antivacina

A pesquisa também comprova a forte e crescente presença de uma perigosa corrente antivacinação nos EUA, que inclusive respinga no Brasil.

De todos os entrevistados pelo Norc, 30% disseram que não acreditam na eficácia de qualquer vacina. Vale lembrar que, no ano passado, esse ceticismo levou os norte-americanos a enfrentarem o pior surto de sarampo desde 1992.

Apoiadores de Trump mais céticos

Em questão à preferência política, entre os que se declararam republicano tal como o presidente Donald Trump, 26% disse que não vai tomar a vacina e outros 30% ainda não estão certos disso. 

A recusa da vacina contra a Covid-19 é menor do lado dos autodeclarados democratas, partido do ex-presidente Barack Obama, 14% deles afirmaram que não vão se imunizar contra a doença e outros 23% ainda não sabem.