Vídeo não mostra homem enterrado vivo nem tem relação com a pandemia

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Não é verdade que um homem foi enterrado vivo em Feira de Santana (BA) após ter sido dado como morto por Covid-19. O vídeo que tem circulado em publicações nas redes sociais (veja aqui) foi gravado em janeiro de 2019 em Tarauacá (AC) e mostra o resgate de um homem que invadiu o túmulo do pai e acabou ficando preso.

A gravação fora de contexto circula principalmente no WhatsApp e no Facebook desde a semana passada. Nesta última rede social, publicações enganosas que alcançavam ao menos 5.000 compartilhamentos até a tarde desta quarta-feira (27) foram marcadas com o selo FALSO na ferramenta de verificação da plataforma (saiba como funciona).


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É falso que um homem foi enterrado vivo em Feira de Santana (BA) após ter sido dado como morto por Covid-19, como afirmam publicações nas redes sociais. O vídeo que circula nas postagens foi gravado em janeiro de 2019 no Acre e mostra o momento em que policiais resgatam um homem havia invadido o túmulo do pai e ficado preso lá dentro.

Em busca reversa pelas imagens do vídeo, é possível encontrar a gravação nas redes desde janeiro de 2019. Segundo o Jornal de Brasília, o caso ocorreu em Tarauacá (AC) e o homem teria decidido entrar no túmulo ao se desesperar por ter perdido o velório do pai, mas depois não conseguiu sair. Os funcionários do cemitério ouviram os pedidos de socorro e chamaram a polícia. Na época, o vídeo também circulou nas redes sociais como se mostrasse alguém enterrado vivo.

Narrativa. Desta vez, as imagens fora de contexto têm servido à narrativa enganosa de que estados tentam inflar a todo custo as mortes de Covid-19 para criar a sensação de que a pandemia é mais grave. Recentemente, Aos Fatos já checou, por exemplo, denúncias falsas de caixões enterrados vazios e desinformação de que verba federal é liberada aos estados a cada óbito decorrente da infecção registrado.

Hoje, no Brasil, dados e especialistas indicam que há alta subnotificação de casos e mortes por Covid-19. Pesquisas estaduais mostram, por exemplo, que Rio Grande do Norte pode ter o dobro de vítimas do que divulga oficialmente e que o número de mortos em Minas Gerais pode ser até 800% maior que o contabilizado pelo governo. No fim de março, Aos Fatos mostrou os entraves à notificação da doença no país e já apontava os riscos de subnotificação.

Esta peça de desinformação também foi checada pelo Boatos.org e pelo Fato ou Fake.

Referências:

1. Bem Paraná
2. Jornal de Brasília
3. Aos Fatos (Fontes 1, 2 e 3)
4. Tribuna do Norte
5. Estado de Minas