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Trump, que está em campanha contra voto por correio na eleição de novembro Foto: LEAH MILLIS / REUTERS

Trump ameaça fechar empresas de mídia social após ter tuíte rotulado como incorreto

WASHINGTON – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou nesta quarta-feira regular ou encerrar as atividades das empresas de mídia social, um dia após o Twitter adicionar pela primeira vez um aviso a alguns de seus tuites, solicitando que os leitores checassem as declarações do chefe da Casa Branca sobre uma suposta intenção fraudulenta em iniciativas que promovem a votação por correio nas eleições presidenciais de novembro.

"Os republicanos sentem que as plataformas de mídia social silenciam totalmente as vozes conservadoras. Vamos regular fortemente, ou fechá-las, antes que possamos permitir que isso aconteça. Vimos o que eles tentaram fazer e fracassaram em 2016. Não podemos deixar uma versão mais sofisticada disso", escreveu o presidente no Twitter, acrescentando: "Limpe isso agora".

Logo em seguida, as ações do Twitter e do Facebook caíram nas negociações anteriores à abertura do mercado americano.

Trump, sem oferecer nenhuma evidência, reiterou suas acusações do dia anterior e escreveu na mesma plataforma que “caixas de correio serão roubadas, as cédulas serão falsificadas e até impressas ilegalmente e assinadas de forma fraudulenta”.

Nas primeiras postagens sobre o assunto, o Twitter adicionou um alerta, com ponto de exclamação azul, embaixo desses textos para alertar os leitores para a checagem dos dados.

Um porta-voz do Twitter, citado pelo jornal New York Times, afirmou que as marcas nos dois posts de terça foram incluídas porque os tuítes “contêm informações potencialmente enganosas sobre os processos de votação, e foram rotulados para fornecer um contexto adicional”.

Momentos depois, Trump usou o Twitter para acusar a própria rede social de "interferir nas eleições presidenciais de 2020". O presidente dos EUA ainda voltou a chamar veículos de imprensa do país de "fake news".

Muitos estados americanos estão ampliando o voto pelo correio para evitar que a pandemia da Covid-19 provoque abstenção muito alta na eleição de 3 de novembro, já que os eleitores poderiam ficar com medo de ficar em filas de votação e ser contaminados. Trump tem feito campanha contra essa ampliação, pois as pesquisas eleitorais mostram que ele pode ser favorecido com uma abstenção maior.

No dia 11 de maio, o Twitter anunciou ferramentas destinadas a combater as informações falsas na rede, com foco especial na pandemia da Covid-19. Uma delas era a funcionalidade usada para rebater as palavras de Donald Trump. No caso da pandemia, algumas postagens consideradas em violação das regras da rede chegaram a ser parcialmente ocultadas, como ocorreu com o deputado Osmar Terra (MDB-RS).