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O governador do Rio, Wilson Witzel 08/05/2020 Foto: Gabriel Monteiro / Agência O Globo

STJ pede apuração sobre suposto vazamento de operação contra Witzel

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O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Benedito Gonçalves solicitou ao Ministério Público Federal que apure o suposto vazamento de informações da operação deflagrada pela Polícia Federal na terça-feira tendo o governador do Rio, Wilson Witzel (PSC-RJ), como um dos alvos. O pedido foi feito na manhã desta quarta-feira.

A informação foi divulgada pelo STJ. Segundo o ministro, caso haja confirmação de vazamento da operação "seria necessário responsabilizar penalmente o autor da conduta ilícita, como forma de não prejudicar a integridade das instituições".

As suspeitas de vazamento foram levantadas por na véspera da ação da PF a deputada bolsonarista Carla Zambelli (PSL-SP) ter afirmado em entrevista à Rádio Gaúcha que seriam realizadas operações contra governadores por desvio de recursos em contratações relativas ao combate à Covid-19. A parlamentar nega ter tido acesso a qualquer informação privilegiada.

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A Operação Placebo tem a finalidade de apurar indícios de desvios de recursos públicos destinados ao atendimento do estado de emergência em razão da pandemia do novo coronavírus no Rio de Janeiro. Doze mandados de busca e apreensão foram cumpridos por 15 equipes, sendo dez na capital fluminense e dois na cidade de São Paulo. Na terça-feira, equipes da PF vindas de Brasília foram ao Palácio das Laranjeiras, residência oficial do governador Wilson Witzel; no Palácio Guanabara, sede do governo do estado e na casa onde Witzel morava, no Grajaú, Zona Norte do Rio.

Investigações iniciadas no Rio pela Polícia Civil, pelo Ministério Público Estadual e pelo Ministério Público Federal apontam para a existência de um esquema de corrupção envolvendo uma organização social contratada para a instalação de hospitais de campanha e servidores da cúpula da gestão do sistema de saúde do estado.