Nazaré com máximo de 17.100 utentes e seis praias podem ter problemas de lotação

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A praia da Nazaré, no distrito de Leiria, tem uma capacidade potencial de ocupação até 17.100 utentes, durante a época balnear, e outras seis são assinaladas com “eventuais problemas de lotação”, divulgou hoje a Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

A APA publicou hoje as capacidades das praias das regiões do Algarve e Tejo/Oeste, “tendo em conta que o dia 06 de junho marca o início da época balnear”, afirmando que as restantes serão publicadas em breve, “considerando as respetivas datas de abertura”.

“Estas capacidades são um importante auxiliar para a gestão e utilização segura das praias, pois é a partir destes valores que pode ser dada informação - ao cidadão e às autoridades - de modo a direcionar os devidos comportamentos, de uma forma responsável”, adianta a APA, em comunicado.

No âmbito da pandemia da covid-19, o Governo determinou que a época balnear só começa, este ano, em 06 de junho, cabendo à APA o apuramento da capacidade das praias.

Relativamente à região Tejo/Oeste, depois da praia da Nazaré segue-se, com maior lotação, a praia da Fonte da Telha (I, II e III), no concelho de Almada, com uma capacidade de 14.500 utentes, e a praia de Carcavelos, no concelho de Cascais, com 12.100.

No Sotavento algarvio, as duas praias com maior lotação são a de Monte Gordo, no concelho de Vila Real de Santo António, e a de Faro, com uma capacidade de 12.600 banhistas cada uma.

No Barlavento, a praia da Rocha Baixinha (Nascente), no concelho de Albufeira, tem uma capacidade potencial de ocupação de 3.400 pessoas, a mais elevada da zona.

Nas listagens hoje divulgadas, a Agência Portuguesa do Ambiente indica “potenciais problemas de lotação” nas praias de Quarteira (concelho de Loulé), de Faro (Faro), de Monte Gordo (Vila Real de Santo António), de Armação de (Silves), de Armação de Pêra/Pescadores (Silves) e da Rocha (Portimão).

Em 63 praias, a APA assinala que a capacidade potencial de ocupação pode subir, “considerando a variação da maré”. É o caso, por exemplo, da praia de São João da Caparica, em Almada, cuja lotação poderá passar de 9.700 para 12.200.

“Em contexto covid importa garantir a distância de segurança, o que pode implicar a redução da capacidade de ocupação do areal em determinadas praias. Contudo, em algumas praias, em particular nas de grande dimensão, os valores agora obtidos podem ser superiores à capacidade de carga definida nos” Planos de Ordenamento da Orla Costeira/Programas da Orla Costeira, tendo “em conta que, nas atuais condições, os utilizadores estão mais disponíveis para ocuparem uma área de areal que ultrapassa os limites das áreas de conforto”, consideradas naqueles documentos, explica a APA.