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(Alessandro Dantas)

Mesmo com veto de viajantes, diplomata brasileiro diz que País é grato aos EUA

Brasil tem o segundo maior número de casos confirmados do novo coronavírus no mundo

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O governo Jair Bolsonaro é grato pelo aviso dos Estados Unidos de que o país pretendia barrar estrangeiros vindos de voos do Brasil e também por doações para ajudar no combate à pandemia da covid-19, disse o principal diplomata brasileiro em Washington. Os Estados Unidos anunciaram a proibição no domingo, e ela entra em vigor nesta quarta-feira, 27. O Brasil tem o segundo maior número de casos confirmados do novo coronavírus no mundo, atrás apenas dos EUA.

"Nós estamos em contato com a Casa Branca diariamente, discutindo esse e outros assuntos", disse o encarregado de negócios da Embaixada do Brasil nos EUA, Nestor Forster, em chamada de vídeo de sua casa, em Washington. "Nós somos muito gratos pelo fato de que houve uma consulta antes, quando o presidente decidiu executar essa medida. E também que a medida veio com outros anúncios".

O diplomata brasileiro listou os mil respiradores que os EUA doaram ao Ministério da Saúde brasileiro, uma doação de US$ 7 milhões para ajudar na luta contra a covid-19 e a presença de um representante brasileiro em encontros periódicos com cientistas da Casa Branca.

Forster nega que o governo Bolsonaro tenha deixado de adotar medidas necessárias para evitar a disseminação do vírus. "O governo brasileiro, liderado pelo presidente Bolsonaro, tem sido muito sério na luta contra essa doença, em todas as frentes, desde o início. Desde janeiro há uma força tarefa no Ministério da Saúde, e temos tomado todas as medidas ao nosso alcance", afirmou. "Mas, é claro, boa parte da implementação das medidas depende de governadores."

O diplomata disse que quer olhar para além da pandemia, para pesquisas conjuntas de projetos entre o Brasil e os EUA e troca de informações "sobre vacinas, terapia e remédios que nós sabemos que somos capazes de desenvolver para tratar essa doença terrível". Ele afirmou também que acredita que a proibição de viajantes vindos do Brasil será temporária. "Isso será descontinuado. Vai acabar quando os números permitirem", declarou. "E esperamos que seja em breve." Fonte: Associated Press.