Guaidó agradece apoio internacional de 2,5 mil ME a migrantes venezuelanos

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Foto CRISTIAN HERNANDEZ / AFP

O líder da oposição na Venezuela, Juan Guaidó, agradeceu, na terça-feira, os 2,5 mil milhões de euros para apoiar os migrantes venezuelanos, garantidos numa conferência internacional de doadores, promovida pela União Europeia (UE) e por Espanha.

Na rede social Twitter, Guaidó mostrou-se grato pela verba e defendeu que a “solução real” para o país sul-americano passa pela saída do Presidente, Nicolás Maduro, até por acreditar que só dessa maneira “a crise migratória vai ser interrompida e milhões de venezuelanos poderão voltar para casa”.

“Agradecemos à UE e a todos os países doadores o apoio aos migrantes venezuelanos. Apoiamos a mensagem de todos os governos latino-americanos e do secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA) [o uruguaio Luis Almagro]. A verdadeira solução é a saída de Nicolás Maduro”, reiterou.

Promovida pela UE e pelo Governo espanhol, esta conferência de doadores realizou-se na terça-feira por via digital, dados os constrangimentos impostos pela covid-19, para tentar sensibilizar a comunidade internacional e mobilizar recursos para apoiar a população deslocada e as principais comunidades de acolhimento dos migrantes venezuelanos, mais fragilizadas devido à pandemia.

Durante a conferência, o Alto Representante da UE para a Política Externa, Josep Borrell, confirmou que os Estados-membros vão apoiar os migrantes venezuelanos com 231,7 milhões de euros, a Comissão Europeia com 144,2 milhões e o Banco Europeu de Investimento com 400 milhões, em empréstimos.

Borrell explicou ainda que os apoios se destinam à ajuda humanitária na Venezuela e aos países que acolhem migrantes e refugiados, como o Equador, a Colômbia e o Peru, cabendo a cada um dos países que participou na conferência decidir o destino final das verbas.

Já o primeiro-ministro de Espanha, Pedro Sánchez, adiantou, após a conferência, que o país vai contribuir com 50 milhões de euros - 20 milhões neste ano e os restantes 30 em 2021 e em 2022.

A crise humanitária, política e económica na Venezuela levou à maior migração da região nas últimas décadas. Mais de cinco milhões de venezuelanos deixaram o país.