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AMD: chips Ryzen 4000 vão funcionar com placas-mãe X470 e B450

Originalmente, chips Ryzen 4000 (Zen 3) só funcionariam em placas-mãe novas, mas pressão fez AMD mudar de ideia

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Os processadores Ryzen 4000 de codinome Vermeer (arquitetura Zen 3 de 7 nanômetros) serão a próxima aposta da AMD para o segmento de desktops. Apesar de ainda não ter sido lançada, essa linha deixou alguns usuários furiosos. Isso porque, originalmente, ela não funcionaria em placas-mãe baseadas nos atuais chipsets X470 e B450. Pressionada, a companhia decidiu rever essa decisão.

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Essa história tem relação direta com o atual soquete AM4, lançado em 2016. Na ocasião, a AMD sinalizou que a plataforma seria suportada pelo menos até 2020. Para muitos usuários, essa promessa foi interpretada da seguinte forma: todo processador AMD para desktops lançado nesse intervalo seria compatível com qualquer placa-mãe com soquete AM4.

O problema é que cada nova geração de processadores traz requisitos e especificações técnicas diferentes. É por isso que é difícil sustentar uma promessa como essa.

No caso da família Ryzen, existe uma restrição no que diz respeito ao tamanho de BIOS. Basicamente, muitas placas-mãe com soquete AM4 trabalham com BIOS de 16 MB (ou 128 megabits) por conta de limitações existentes em chips de primeira geração. Foi possível trabalhar com esse limite nas séries Ryzen 1000, Ryzen 2000 e Ryzen 3000, mas é necessário mais capacidade para a linha Ryzen 4000 ser incluída na lista de compatibilidade.

Por conta disso, a AMD havia decidido limitar a compatibilidade dos novos processadores Vermeer a placas-mãe baseadas nos novos chipsets X570 e B550. Embora os futuros chips também tenham o soquete AM4 como base, eles não funcionariam com placas equipadas com os atuais chipsets X470 e B450.

Tudo indica que a AMD foi muito criticada por essa decisão. Por conta disso, a companhia anunciou que desistiu da decisão de limitar o suporte aos novos processadores: os chips Ryzen 4000 poderão funcionar com placas-mãe baseadas nos chipsets X470 e B450. A questão é: como, se muitos desses chipsets têm BIOS de 16 MB?

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Ao AnandTech, a AMD explicou que o usuário que quiser contar com um processador Zen 3 em uma placa-mãe X470 ou B450 terá que fazer uma atualização de BIOS. Até aí, tudo bem. Apesar dos riscos, esse não é um procedimento incomum. O problema é que esse update implicará em perda de suporte a chips Ryzen de gerações anteriores.

Não é difícil entender o motivo: por conta da capacidade de armazenamento muito limitada, só haverá espaço para o BIOS trabalhar com instruções para processadores Ryzen 4000. Talvez ainda haja compatibilidade com alguns chips das gerações anteriores, mas a AMD já sinalizou que boa parte deles perderá suporte. Para piorar, o retorno a um BIOS de versão anterior não será possível.

De todo modo, a companhia tem tempo para permitir que esse procedimento seja tão indolor quanto possível. Os novos processadores só devem chegar ao mercado no fim do ano.