Pelo menos 15 mortos em confrontos entre pastores e agricultores no Chade

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Foto DR

Pelo menos 15 pessoas morreram hoje num confronto entre pastores e agricultores do leste do Chade, confirmaram fontes oficiais.

O conflito ocorreu na aldeia de Bougouri, na província de Kanem, depois de uma manada de bois de um grupo de pastores nómadas ter devastado mais de três hectares de campos de milho painço pertencentes aos povos indígenas.

“Eram quase 9:30 da manhã (08:30 TMG) quando um grupo de pastores nómadas do nordeste do país atirou, deliberadamente, a sua manada de bois para os campos dos habitantes desta aldeia”, disse o chefe da aldeia, Mbodou Ali, por telefone, à agência de notícias espanhola Efe.

“Isto levou a uma forte discussão entre os pastores e alguns agricultores. Um nómada atirou à queima-roupa e matou um agricultor. Os moradores, que ouviram os tiros, correram para o campo e houve violentos confrontos entre os dois lados, armados com facas” e outro armamento, continuou Ali.

Os confrontos deixaram 10 pastores e cinco agricultores mortos, acrescentou o chefe da aldeia.

O elevado número de mortos pode dever-se à intervenção tardia das forças de segurança, uma vez que os soldados enviados para reprimir o conflito tiveram de percorrer 100 quilómetros para chegar à aldeia.

“A calma voltou graças ao destacamento de forças de defesa e segurança. Pedimos à população que se acalme e asseguramos a ambas as partes que será aberto um inquérito para determinar quem é o responsável”, disse o prefeito de Mao (capital de Kanem), Adam Moussa, por telefone, à Efe.

Os conflitos entre agricultores e pastores são frequentes nas províncias do Norte e Leste do Chade, frequentemente afetadas por crises alimentares, principalmente devido à seca.

Estes conflitos ocorrem frequentemente no início do período de atividades agrícolas e durante a época das colheitas, que coincidem com a deslocação do gado para grandes superfícies de pastagens.