“A procissão ainda vai no adro”, alerta o presidente da Assembleia Municipal de Santana sobre pandemia

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“Esta pandemia na parte económica ainda não começou”. O alerta é do presidente da Assembleia Municipal de Santana, José Martinho Rodrigues, em entrevista ao canal NaminhaterraTV, por ocasião do Dia do Concelho, que é hoje assinalado sem cerimónia pública, mas com transmissão digital desde o Salão Nobre dos Paços do Concelho.

O autarca do CDS receia que “o real efeito” da crise provocada pela pandemia da covid-19 só se faça sentir doravante.

“Só a partir de agora as pessoas vão sentir a necessidade”, admitiu, temendo que no futuro não haja recursos para chegar a quem precisa. Martinho Rodrigues considera que a “falta de confiança existente” entre a população, ainda muito receosa com o que possa vir a acontecer também não ajuda a ultrapassar. “Esse vai ser o grande problema”, considera, ao ponto de admitir que “a procissão ainda vai no adro”. Lembra que ainda “há muita gente em layoff”, ou seja, obrigada “a fazer vida com 60%” do rendimento.

Presidente da Assembleia Municipal de Santana desde 2017 admitiu nesta entrevista que quando foi convidado por Teófilo Cunha para encabeçar a lista à Assembleia Municipal já “sabia que era o último mandato do Teófilo. Ele gosta de desafios e não se acomoda”, justificou.

Destaca que a mudança na presidência do Município a meio do mandato foi realizada “sem grande turbulência” e elogia a “capacidade e dinamismo” do agora presidente Dinarte Fernandes. Lembrou que “ser jovem passa com a idade” para enaltecer a maturidade do sucessor de Teófilo Cunha na presidência do Município, em particular a “rapidez de pensamento e capacidade de decisão”.