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Paulo Macedo, presidente da CGD (Global Imagens)

Lucro da CGD dispara 56% para 776 milhões em 2019

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Paulo Macedo, que completa amanhã três anos na liderança da Caixa, anunciou esta sexta-feira o melhor resultado da CGD desde 2007.

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) registou um lucro líquido de 776 milhões de euros em 2019, o que corresponde a um aumento de 56,5% face ao ano anterior, suportado na melhoria dos resultados em Portugal e na atividade internacional e na venda de subsidiárias no exterior.

Perante estes resultados, Paulo Macedo, presidente executivo da Caixa, afirmou na apresentação das contas da CGD de 2019, que o banco aponta para “cerca de 300 milhões (de euros) que poderá ser distribuído ao acionista”.

A Caixa tem vindo a implementar um Plano Estratégico, acordo entre o Estado e Bruxelas, no âmbito da recapitalização do banco. O Plano prevê um corte nos custos e a venda de unidades no exterior. Em 2019, o banco concluiu a alienação do Banco Caixa Geral, em Espanha, e do Mercantile Bank Holdings Limited, na África do Sul.

Em termos de lucro líquido corrente do grupo, cresceu 27% para 632 milhões de euros. O resultado extraordinário fixou-se em 144 milhões de euros. Na atividade em Portugal, a CGD registou um lucro de 592,5 milhões de euros, mais 73,7% do que em 2018.

A margem financeira estrita consolidada caiu 4,3% para 1.132 milhões de euros devido à conjunta de baixas taxas de juro.

“Em termos globais, estamos dentro daquilo que foi acordado entre o Estado português e a União Europeia”, disse Paulo Macedo, presidente executivo da Caixa, esta sexta-feira, na apresentação dos resultados de 2019.

O presidente executivo da CGD destacou que, em 2019, foi necessário “dotar o fundo de pensões da Caixa com um valor adicional de 300 milhões de euros”.

“Este é o facto talvez mais importante destas contas”, afirmou, explicando que a dotação se deveu à atualização das tábuas de mortalidade e às baixas taxas de juro, o que “afeta todos os fundos de pensões”. Destacou que esta dotação é um “fator não recorrente, que não estava previsto no Plano Estratégico” acordo entre o Estado e Bruxelas.

Atualizada às 18H19 com mais informação