Deltan Dallagnol processa Gilmar Mendes por danos morais
Deltan Dallagnol e Gilmar Mendes. Fotos: Agência Brasil.
O procurador cita entrevistas concedidas por Gilmar Mendes nas quais, segundo ele, é ofendido pelo ministro do Supremo
O coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol, entrou com um processo contra o ministro Gilmar Mendes, do STF, por danos morais. A ação, que foi protocolada na semana passada, pede indenização no valor de 59 mil reais.
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Na ação, divulgada pelo jornal O Estado de S. Paulo, o procurador cita entrevistas concedidas por Gilmar Mendes nas quais, segundo ele, é ofendido pelo ministro do Supremo. Gilmar chegou a chamar a Lava Jato de organização criminosa e deu declarações insinuando que os procuradores praticariam crimes.
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As críticas do ministro do STF se deram depois do vazamento de conversas entre os procuradores e o ex-juiz da operação, Sergio Moro, nas quais os juristas trocavam informações, combinavam estratégias e mantinham uma relação considerada ilegal.
As críticas de Gilmar Mendes à força-tarefa não ficaram restritas às entrevistas. Na sessão de julgamento de agravo regimental 4435-DF, em 14 de março de 2019, o ministro chamou os integrantes da operação de “cretinos”, “gentalhada”, “desqualificada”, “despreparada”, “covardes”, “gângster”, “organização criminosa”, “voluptuosos”, “voluntaristas”, “espúrios”, “patifaria” e “vendilhões do templo”.
Gilmar Mendes foi condenado recentemente a pagar indenização ao juiz federal Marcos Josegrei da Silva, responsável pela Operação Carne Fraca, em Curitiba.
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